sábado, junho 25

Após a crise econômica na Venezuela, uma notícia se espalhou no país trazendo a esperança que os imigrantes precisavam, da nova oportunidade para recomeçar. Em novembro de 2017, a ex-prefeita de Boa Vista, Teresa Surita anunciou o “Aluguel Solidário” para poder ajudar na alimentação.

“Então com isso você já vai tirar muitas pessoas na rua. A questão do aluguel solidário do Ministério do Desenvolvimento Social vai sair de lá, mas depende do número de pessoas que nós vamos mandar. Então existe o valor específico pelo tamanho da casa que nós já temos aqui a avaliação”, disse Teresa.

Mas, a chegada de imigrantes venezuelanos em Boa Vista mudou completamente a cidade em vários aspectos. Na chegada de inúmeras famílias do país que buscavam recomeçar uma nova vida, o outro lado dessa imigração também mudou a ‘pacata’ cidade.

Segundo o relatório estatístico do Centro Integrado de Operações Policiais da Secretaria Estadual da Segurança Pública, os dados da imigração em massa revelam que nos anos de 2017 e 21018, foram registradas 5939 ocorrências envolvendo estrangeiros, sendo 195 desses casos foram praticados por venezuelanos.

Os imigrantes entraram no país em situação de vulnerabilidade social, pois precisavam de alimento, atendimento médico e escola. Porém, o estado e o município encontraram dificuldades para suprir essas demandas já que a cada dia esse número aumenta em Boa Vista.

As ocorrências acabam aumentando na capital, como crimes contra o patrimônio público, assaltos e furto e roubo são os que tiveram um aumento considerável entre os cometidos pelos imigrantes.

Hoje, em Boa Vista é comum ver pedintes nas portas de comércio e o emprego informal toma conta da capital. A prostituição, casa de câmbio clandestina, borracharia, sapateiro na esquina da Avenida, salão de beleza e lanchonetes ao ar livre, sem qualquer cuidado.

O estado de Roraima contava com 14 abrigos, mas alguns já estão sendo desmontados, como o do bairro São Vicente. Os espaços acolhem mais de 5 mil refugiados e imigrantes da Venezuela nesses espaços, mas quase metade são de crianças e indígenas.

A falta de políticas públicas com esses imigrantes que não querem estar dentro dos abrigos, mostra para Boa Vista uma nova realidade. Sem nenhuma fiscalização da Prefeitura Municipal administrada por Arthur Henrique, favelas começam a se formar em cima de igarapés e em áreas de preservação.

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